Atualizado em 27/07/2015 20h42 – A Quina das Loterias da Caixa está acumulada e pode pagar hoje (27) o prêmio milionário de R$ 9,6 milhões para a aposta que acertar as cinco dezenas sorteadas, do concurso 3842. O sorteio será realizado depois das 20h (horário de Brasília), em Osasco (SP), no estúdio da RedeTV. Você confere aqui na Folha Paulistana, as números sorteados em tempo real.

As dezenas sorteadas da Quina 3842 do dia 27/07/2015: 03 – 13 – 35 – 57 – 77,

00 apostadores acertaram a quadra (quatro números) e cada um ganha R$ 0.000,00. Outras 0.000 apostas acertaram o Terno (três números) e cada uma leva R$ 000,00.

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QUINA 3841 – No último sorteio realizado no sábado (25), no concurso 3841 da Quina, ninguém conseguiu acertar as cinco dezenas e o prêmio acumulou. Na ocasião o sorteio foi realizado na cidade de Lontras (SC), no Caminhão da Sorte da Caixa Econômica Federal.

As dezenas sortadas da Quina 3841 do dia 25/07/2015 foram: 06 – 08 – 34 – 53 – 61.

A Quadra teve 83 apostas ganhadoras do prêmio de R$ 9.950,66. O Terno teve 5.883 apostas ganhadoras do prêmio de R$ 200,55.

Os sorteio da Quina são realizado de segunda à sexta-feira, sempre depois das 20h (horário de Brasília). As apostas podem ser feitas até às 19H horário de Brasília) do dia do sorteio.

Resultado da Quina 3842 pode pagar hoje (27), R$ 9,6 milhões

Resultado da Quina 3842 pode pagar hoje (27), R$ 9,6 milhões

Cada aposta simples na Quina custa R$ 1,50. Nesta aposta o apostador pode marcar cinco dezenas e concorrer a milhões em dinheiro, pelas Loterias da Caixa Econômica Federal.

Por William Camargo/Folha Paulistana Com informações da Caixa econômica Federal

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GREVE DO INSS – São Paulo 27/07/2015 – Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em São Paulo decidiram continuar em greve, em assembléia realizada na tarde da última sexta-feira, na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev).

Em greve desde o dia 7 de julho, eles reivindicam reajuste de 27,6%, política salarial permanente, paridade salarial entre funcionários na ativa e aposentados e concurso público para reposição do quadro de servidores, entre outras reivindicações.

“Aprovamos a continuidade da greve, por tempo indeterminado. Não tivemos nenhuma proposta concreta do governo para avaliar. Reconhecemos que houve abertura nas negociações, mas o governo ainda não apresentou nenhuma proposta concreta”, disse Tiago Alves Dias, diretor de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sinsprev), em entrevista à Agência Brasil.

Os servidores já tinham rejeitado, na sexta-feira, dia 17/05, a proposta de reajuste de 21,3%, dividido em quatro anos. A categoria reivindica reajuste de 27,6% em uma única parcela.

Uma nova assembleia foi marcada para a tarde da próxima sexta-feira (31). Na quarta-feira (29) haverá um ato unificado dos servidores federais em greve no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir das 14h30.

No último balanço, divulgado na noite de ontem (23), o INSS informou que, das 264 agências do órgão no estado de São Paulo, 26 estão paralisadas e 122 funcionam de forma parcial. Mas o sindicato apresentou números diferentes. Segundo Dias, a adesão à greve alcançou 70% das agências em todo o estado de São Paulo e, nacionalmente, esse número chega a 80%.

O INSS informou que os segurados que possuam agendamento para atendimento em agência da Previdência Social e que não conseguirem ser atendidos por causa da paralisação terão sua data de atendimento remarcada. O reagendamento, segundo o instituto, será realizado pela própria agência e o segurado poderá confirmar a nova data ligando para a Central 135 no dia seguinte à data originalmente marcada para o atendimento.

O INSS também informou que vai considerar a data originalmente agendada como a data de entrada do requerimento para evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados.

Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – Edição:Jorge Wamburg Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

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Em um trabalho de mostrar para a sociedade que é possível viver mais mesmo depois de um câncer de mama metastático, está chegando esta semana a Brasília a campanha Por Mais Tempo. O movimento tem por objetivo trazer esperança para as pacientes e pressionar o governo por medicamentos mais modernos para a rede pública.

Dados mundiais indicam que até 30% dos casos em todo o mundo evoluem para a fase metastática, que é quando o tumor atinge outros órgãos do corpo. O Instituto Nacional do Câncer estima que devem surgir aproximadamente 57 mil novos casos de câncer de mama em 2015 no Brasil. Esse é o tipo da doença mais presente nas mulheres e representa cerca 22% dos novos casos de câncer no país. Segundo Luciana Holtz, do Instituto Oncoguia, um dos organizadores da campanha, cerca de 50% dos casos já são descobertos em estagio avançado.

Luciana ressalta que mulheres com planos de saúde têm acesso a medicamentos mais modernos do que as que precisam da rede pública para esta situação específica. “O que a gente tá reclamando é que o tratamento ofertado na rede pública traz resultado de meses de vida a mais, são tratamentos mais antigos, e que hoje existem muitas novidades terapêuticas que dão anos de vida a mais para o paciente.”

No intuito de chamar a atenção para a causa, a entidade vai colocar, na próxima quinta-feira (30), uma ampulheta gigante na Rodoviária do Plano Piloto. A escultura é uma ampulheta que “corre para cima”, com a finalidade de representar a luta contra o tempo enfrentada pelas pacientes e alertar para a necessidade de tratamentos mais avançados na rede pública.

No local, haverá distribuição de material informativo sobre a doença e a arrecadação de assinaturas para uma petição que solicita ao governo uma modernização da lista de medicamentos incorporados para o câncer de mama metastático. O movimento deve permanecer no local por 10 dias.

Paciente da rede pública, Karla Toledo foi diagnosticada com câncer de mama em 2011, aos 34 anos, na cidade onde mora, São Paulo. Meses depois, ela descobriu que já tinha metástase nos ossos. “Fiquei com muito medo. Inicialmente, quando era a coluna, ainda pensei que era controlável, mas quando foi para o fígado, um órgão tão importante, pensei que ia morrer”, relembra Karla.

Entre o diagnóstico e o início do tratamento, foram aproximadamente 60 dias, prazo determinado em lei pelo Ministério da Saúde. “Para uma paciente da rede pública, até que eu estou em uma boa situação, mas em comparação com quem faz tudo particular, ainda falta muito. Eu quero ver meu filho crescer, eu ainda tenho muita coisa para fazer, quero usar todos os medicamentos que possam prolongar minha vida”, desabafa Karla.

Na organização da campanha estão ainda a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama, conhecida como Femama, e o laboratório Roche.

Aline Leal – Repórter da Agência Brasil – Edição: Talita Cavalcante Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

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São Paulo 27/07/2015 – Na volta do recesso parlamentar, em agosto, um dos desafios de deputados e senadores será colocar em dia a apreciação das contas de presidentes da República. Há 11 anos consecutivos, o trabalho, que deveria ser anual, não é feito. No que depender da disposição dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), essa pauta será prioridade na retomada dos trabalhos após o recesso branco, no dia 3 de agosto. O compromisso foi feito, na última semana, com o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Mesmo sem poder para aprovar ou reprovar definitivamente as contas do Executivo, por ser um órgão de fiscalização auxiliar do Congresso, o TCU tem o dever enviar anualmente um parecer ao Parlamento com a análise da atuação e do cumprimento de regras e leis pelo presidente e seus ministros. A partir daí, deputados e senadores ficam responsáveis pelo julgamento.

Tramitação

No Congresso, o parecer do TCU vai direto para a Comissão Mista de Orçamento (CMO), onde o relator designado tem até 40 dias para entregar o parecer. A partir daí, os congressistas têm 15 dias para apresentar emendas e o relator, mais 15 para elaborar o texto final de um projeto de decreto legislativo. Em seguida, o projeto passa por dois turnos de votação nos plenários da Câmara e do Senado, que revezam o início da análise dos pareceres.

De 1990 a 2013, há contas de 15 anos dependendo de análise no Congresso. São prestações dos governos Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Como não há exigência regimental de que elas sejam analisadas cronologicamente, contas referentes a alguns anos desses governos foram votadas, no mesmo mandato, outras não. Em agosto, deve entrar na fila o parecer do TCU relativo ao ano de 2014 da presidenta Dilma Rousseff.

Nos últimos anos, tem sido comum a recomendação da aprovação das contas do Executivo com ressalvas. A única vez em que o TCU deu parecer contrário à aprovação foi em 1937, quando analisou as contas do governo de Getúlio Vargas referentes ao ano de 1936 . À época, o então presidente baixou um ato administrativo afastando o ministro Thompson Flores das funções no tribunal. Já a Câmara dos Deputados, por meio de um decreto legislativo (101/37), aprovou as contas de Vargas, na contramão do que indicou o TCU.

Depois disso, o Congresso só não acompanhou uma recomendação do TCU, em 1992. Naquele ano, a corte foi favorável à aprovação das contas de Fernando Collor do período de janeiro a setembro. Na CMO, os parlamentares decidiram rejeitar as contas. A decisão aguarda votação nos plenários da Câmara e do Senado até hoje.

No ano passado, o tribunal alertou o Palácio do Planalto sobre um possível parecer pela rejeição das contas de 2013 da presidenta Dilma, mas, em parecer final, a corte recomendou a aprovação com ressalvas. Este ano, antes de emitir o parecer sobre as contas de 2014, o TCU pediu explicações sobre indícios de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da Lei Orçamentária Anual na prestação de contas. As justificativas foram entregues ao tribunal na semana passada pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, e estão sob análise.

Sanções

O consultor legislativo do Senado Luiz Alberto dos Santos explicou à Agência Brasil que, no caso de contas rejeitadas, a consequência mais imediata para o governante é a inelegibilidade. Mas ele alerta que tudo depende do motivo pelo qual as contas foram reprovadas. “Imaginemos a hipótese de qualquer uma dessas prestações de contas pendentes ser rejeitada pelo Congresso. A depender da razão pela qual essas contas sejam rejeitadas, pode daí decorrer a inelegibilidade, ou seja, o presidente da República em questão estaria inelegível por oito anos”, explicou o consultor, citando a Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar 64/1990).

“[São inelegíveis] os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão”, diz a lei.

Luiz Alberto dos Santos esclareceu ainda que, uma vez declarado inelegível, a partir da decisão de contas rejeitadas, o presidente pode ainda sofrer processo administrativo por ato de improbidade e/ou processo penal por crime de responsabilidade.

Outra possibilidade é um pedido de impeachment, que pode ser apresentado por entidades representantes da sociedade civil, parlamentares ou cidadãos comuns. Mas, nesse caso, o processo é político e longo. O pedido precisa ser aceito pela Câmara dos Deputados e o presidente da República é afastado temporariamente até a conclusão do processo pelo Senado em uma sessão comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – Edição: Juliana Andrade e Talita Cavalcante Edição final: William Camargo/Folha Paulistana
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São Paulo 27/07/2015 – O sequestro e o desaparecimento de 11 jovens, a maioria residente na Favela de Acari e proximidades, na zona norte do Rio de Janeiro, completaram 25 anos hoje (26). No dia 26 de julho de 1990, as vítimas foram retiradas de um sítio em Suruí, município de Magé, por homens que se identificaram como policiais. Os corpos nunca foram encontrados. O inquérito referente à Chacina de Acari, como o episódio ficou conhecido, foi encerrado por falta de provas em 2010, e ninguém foi indiciado. “É uma grande impunidade”, disse, em entrevista à Agência Brasil o assessor de Direitos Humanos da organização não governamental (ONG) Anistia Internacional Alexandre Ciconello.

A ONG acompanha as famílias das vítimas. Em 1992, pediu proteção para algumas mães que estavam sendo intimidadas e ameaçadas. No ano seguinte, Edméia da Silva Euzébio, uma das mães empenhadas na luta por justiça, foi assassinada quando buscava informações sobre o paradeiro do filho, Luiz Henrique da Silva Euzébio. Segundo a ONG, o processo sobre a morte de Edméia continua em primeira instância na Justiça.

“Até hoje, [a investigação sobre] o assassinato de Edméia, que foi em 1993, está em andamento na Justiça, depois de 22 anos. Para a Anistia Internacional, os 25 anos de Acari e de impunidade demonstram uma grande crise no nosso sistema de Justiça criminal, que não foi capaz de dar uma resposta para essas famílias, ao longo de tantos anos, na luta por justiça e por reparação pelo que aconteceu”, avaliou Ciconello. As famílias não têm até hoje a certidão de morte presumida nem a certidão de óbito.

Amanhã (27), haverá um ato na Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), em que parentes dos jovens se reunirão para lembrar os 25 anos da chacina. Alexandre Ciconello destacou que o grupo Mães de Acari foi um dos primeiros movimentos de parentes de vítimas de violência no estado do Rio de Janeiro criados para lutar por justiça e que influenciaram a formação de movimentos semelhantes.

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Edição: Juliana Andrade Edição final: William Camargo/Folha Paulistana
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São Paulo 27/07/2015 – Dirigentes de centrais sindicais começaram a se articular para evitar alterações no Programa de Proteção ao Emprego (PPE) por parte dos parlamentares. Segundo a secretaria do Congresso Nacional, já foram apresentadas 175 emendas parlamentares, propondo mudanças à medida provisória (MP 680/15) que trata do assunto e que será analisada por uma comissão mista de deputados e senadores a partir de agosto. O programa permite a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%.

Em nome dos trabalhadores, os sindicatos reconhecem que o programa é uma medida paliativa, mas, assim como a indústria, consideram o programa necessário para estancar o aumento de demissões que vem sendo registrado no país. “Estamos diante de um momento de crise. Alguns setores estão com dificuldades e estão pedindo socorro. Se isso vai mesmo garantir os empregos, a gente vai medir com a quantidade de empresas que vai aderir ao programa”, avaliou Nailton Francisco de Souza, diretor nacional de Comunicação da Nova Central de Trabalhadores.

Em junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou a maior taxa de desemprego para o mês desde 2010. O desemprego chegou a 6,9%, 2,1 pontos percentuais superior ao registrado em junho do ano passado (4,8%). A análise do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, para o mesmo mês, apontou mais de 1,5 milhão de desligamentos de trabalhadores, contra pouco mais de 1,4 milhão de admissões.

Souza alertou que algumas emendas parlamentares descaracterizam “totalmente” o programa. “Tem sugestões mirabolantes que não vão resolver o problema do desemprego que já é um fantasma que está batendo na porta de muitas famílias. Algumas [emendas] querem deturpar a medida tornando o programa permanente e isso desregulamentaria a lei trabalhista do Brasil”, alertou. Segundo ele, o encontro com os parlamentares deve ocorrer no dia 12 de agosto, uma semana depois do retorno do recesso, para dar tempo para a escolha dos nomes que vão compor a comissão mista.

Na contramão do esforço sindical, alguns trabalhadores parecem não estar satisfeitos com a proposta enviada pelo Executivo. A última pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA) revelou que 51% de mais de 2 mil pessoas entrevistadas não estão dispostas a aceitar redução salarial para manter o emprego. O mesmo levantamento mostrou que metade das pessoas ouvidas teme o desemprego e que quase 70% delas conhecem alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses. “A maioria da população recebe informações distorcidas de meios de comunicação que tentam colocar tudo o que o governo anuncia como algo ruim”, explicou Nailton de Souza.

Professor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (UnB) e membro do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) Newton Ferreira Marques também estranhou o resultado divulgado pela CNT. “É lamentável para o trabalhador que não aceitar porque vai acabar perdendo o emprego. A atividade econômica do país está em baixa e no capitalismo, quando não vende, quando não há lucro, a indústria demite.”

Marques não é entusiasta do programa, mas avalia que o governo ficou sem alternativa e precisou dar uma resposta aos movimentos sindicais e aos empresários. “O governo está, de novo, fazendo a política anticíclica para desonerar o empresário dos encargos e manter empregos. No fundo está ajudando as empresas e dando uma resposta às revindicações dos trabalhadores. Mas é mais uma resposta do que uma política de eficácia para reverter a situação.”

Segundo ele, os resultados poderiam ser melhores se o uso de recursos públicos fosse direcionado para atrair investidores e tirar da responsabilidade do governo o custo de investimentos em áreas prioritárias. “Se tentasse pelos investimentos públicos acelerar essas concessões para se livrar do gasto com infraestrutura e tomasse medidas para recuperar a credibilidade seria mais eficaz.”

Com posicionamento diferente do economista e ao lado dos empresários, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou positivo o PPE. Para a instituição, a medida tem sim efeito na mitigação do desemprego por contribuir para a recuperação de empresas. “A manutenção de trabalhadores qualificados é fator de grande relevância para a retomada da economia, e a indústria considera positiva a definição de um mecanismo que estimule a retenção de mão de obra em tempos de adversidade econômica”, destacou a CNI em nota.

Um levantamento divulgado pela confederação mostrou que a queda da produção e as dificuldades financeiras provocaram demissões, nos últimos seis meses, em 60% das indústrias extrativas e de transformação, 78% do setor de veículos automotores e 73% das indústrias que produzem outros equipamentos de transporte, como aviões, navios, reboques.

Carolina Gonçalves – Repórter da Agência Brasil – Edição: Talita Cavalcante Edição final: William Camargo/Folha Paulistana
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São Paulo 27/07/2015 – Provocada pela contração da economia, a redução da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) deste ano para 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) provocou turbulência no mercado financeiro. O dólar fechou a semana na maior cotação em 12 anos em meio a temores de que o governo não consiga estabilizar as contas públicas.

Segundo economistas ouvidos pela Agência Brasil, a execução do ajuste fiscal não depende apenas do empenho do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Para eles, apenas a capacidade de reação da economia brasileira, com a queda da inflação e a retomada gradual do crescimento, determinará se o governo conseguirá ampliar o esforço fiscal nos próximos anos até que o superávit volte a 2% do PIB em 2018.

Para o economista-chefe da Sulamérica Investimentos, Newton Rosa, não havia como manter a meta anterior, de 1,1% do PIB para 2015, com a queda na arrecadação e as dificuldades do governo em cortar despesas obrigatórias nas votações do Congresso.

“Houve perda de receita. O governo não tem mais como aumentar impostos e não tem margem forte para cortar despesas. Então o que restou foi reduzir a meta [de superávit] para próximo de zero”, afirma Rosa. “A questão nem chega a ser o Congresso, mas a forte recessão que se abateu sobre a economia. Sem perspectiva de crescimento, o esforço fiscal torna-se mais difícil.”

Membro do Conselho Federal de Economia e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Luciano D’Agostini discorda de que o quadro político não tem interferido na economia. Para ele, o Congresso tem grande parte de culpa nas dificuldades do ajuste fiscal. “Até agora, o governo cortou despesas discricionárias [não obrigatórias]. O corte de despesas obrigatórias depende do Congresso, que desidratou o pacote de ajuste fiscal, e de reformas institucionais que o país não fez”, diz.

O professor da UFPR diz que o país entrou em um círculo vicioso, em que o governo adota medidas de austeridade que não se realizam porque a arrecadação cai. “Quando o governo aumentou impostos e preços como combustíveis e energia, isso elevou a inflação e sufocou o trabalhador, que está endividado e tem menos poder aquisitivo. Num país em que 60% do PIB dependem do consumo das famílias e das empresas e a população tem baixa escolaridade e baixa produtividade, a queda do poder de compra é fatal para a economia”, analisa.

Newton Rosa aponta diferenças entre o Brasil e alguns países da Europa, que enfrentam fortes recessões após medidas de austeridade. “Em primeiro lugar, a dívida pública no Brasil não é tão grande como na Europa. E lá, eles têm a moeda única, que não permite que a inflação e o câmbio façam o ajuste e provoca mais desemprego do que aqui”, pondera.

Os dois economistas divergem quanto ao futuro da economia. Para Rosa, a diminuição do superávit primário atrasou a estabilização da dívida pública, mas ele acredita que o ajuste fiscal ainda é possível ser retomado nos próximos anos. “Na verdade, o que o governo fez foi prolongar o ajuste fiscal que deveria levar à estabilização da economia porque os custos estão altos e a margem de manobra para cortar despesas é pequena”, diz.

Para D’Agostini, o país só sairá do ciclo de recessão se fizer reformas estruturais, investir em educação e fizer um pacto social para não aumentar os juros e reduzir os lucros dos bancos. “A Constituição precisa ser mudada para dar mais flexibilidade para a economia, e o país precisa aumentar a produtividade qualificando a mão de obra. Sem isso, não vejo como o Brasil pode voltar a crescer e controlar a dívida pública.”

Na entrevista coletiva em que anunciou a redução da meta de superávit, na última quarta-feira (22), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, destacou que a medida ajuda a reduzir as incertezas em torno da economia ao aumentar a transparência das contas públicas. “Damos uma informação importante, e isso ajuda a orientar as decisões importantes dos agentes econômicos. As incertezas das mais diversas fontes têm afetado não só a economia, mas a arrecadação. A Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal nos dão um mecanismo precioso para isso, tentar reduzir a incerteza e dar uma orientação clara de qual é a nossa estratégia”, declarou Levy, na ocasião.

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Edição: Juliana Andrade Edição final: William Camargo/Folha Paulistana
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Morreu neste domingo (26), a filha dos cantores Whitney Houston e Bobby Brown, Bobbi Kristina Brown de 22 anos, depois de ficar em estado de coma durante muitos meses, segundo informações dos familiares da jovem.

Ela havia sido encontrada encontrada já inconsciente em uma banheira de sua casa no dia 31 de janeiro deste ano, em história similar com a que ocorreu com sua mãe em 2012, quando foi encontrada morta, de bruços em uma banheira de um quarto de hotel.

Depois de entrar em estado de coma, a jovem acabou sendo transferida para um centro de tratamentos paliativos, após sofrer recaída. Segundo informações de seus familiares, Bobbi Kristina Brown, morreu rodeada de sua família.

Por William Camargo/Folha Paulistana

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São Paulo 27/07/2015 – O Brasil encerrou a participação nos Jogos Pan-Americanos de Toronto em terceiro lugar no quadro geral de medalhas. É a mesma colocação das últimas duas edições do evento, em Guadalajara (2011) e no Rio de Janeiro (2007). Nesta edição do Pan, os brasileiros conquistaram 41 medalhas de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, totalizando 141. O Brasil ficou atrás apenas dos Estados Unidos, com 103 medalhas de ouro, 81 de prata e 81 de bronze, e do Canadá (78 de ouro, 69 de prata e 70 de bronze).

A última participação dos brasileiros nos Jogos foi na final do vôlei masculino, disputada com a Argentina. A equipe do Brasil ficou com a prata depois de perder para os argentinos por 3 sets a 2. O primeiro foi vencido pelos adversários por 25 a 23. Nos dois sets seguintes, a equipe brasileira conseguiu reverter o placar, vencendo os argentinos por 25 a 18 e 25 a 19. No quartoset, os argentinos conseguiram empatar o jogo, vencendo por 25 a 23, levando a partida para o tie-break. O quinto e último set foi vencido pela Argentina por 15 a 8.

Entre os destaques dos atletas brasileiros no último dia de competições está o ouro conquistado pela seleção masculina de basquete, após vitória sobre o Canadá, por 86 a 71. No boliche, o Brasil ganhou a primeira uma medalha de ouro, com a vitória de Marcelo Suartz sobre o venezuelano Amleto Monacelli, na final, por 201 a 189.

Outro primeiro lugar no pódio foi conquistado pela seleção masculina de handebol, com vitória sobre a Argentina, na prorrogação, por 29 a 27. A equipe brasileira terminou o primeiro tempo com um placar desfavorável, de 11 a 9 para os argentinos. Ao final do segundo tempo, o placar estava empatado em 24 a 24. Os brasileiros poderiam ter vencido a partida no tempo normal caso tivessem convertido um tiro de 7 metros no último minuto do tempo regulamentar.

No caratê, duas medalhas foram obtidas pelo Brasil na madrugada de hoje. Na categoria até 68 quilos, Natalia Brozulatto ficou com o ouro após vencer a mexicana Xhunashi Caballero por 2 a 0. Na semifinal, ela venceu a venezuelana Omaira Molina por 3 a 1. Na categoria acima de 68 quilos, Isabela dos Santos ficou com a medalha de bronze.

Tênis de mesa

Cinco medalhas foram obtidas por brasileiros no tênis de mesa neste domingo. No individual masculino, o país ocupou todo o pódio, com Hugo Calderano em primeiro lugar, Gustavo Tsuboi em segundo, e Tiago Monteiro em terceiro. No individual feminino, as brasileiras ficaram com as medalhas de prata e bronze, obtidas por Gui Lin e Caroline Kumahara, respectivamente. O ouro ficou com a norte-americana Wu Yue, que venceu Lin por 4 a 3. Com esses resultados, o Brasil conquistou cinco das seis medalhas possíveis na modalidade individual.

Vôlei e esgrima

No vôlei feminino, o Brasil ficou com a medalha de prata após derrota, na final, para a equipe norte-americana, por 3 sets a 0. As parciais foram 22 a 25; 21 a 25 e 26 a 28. Outra prata obtida pelo Brasil foi no florete, uma das modalidades da esgrima. A equipe masculina – formada por Guilherme Toldo, Ghislain Perrier e Fernando Scavasin – perdeu para a dos Estados Unidos pelo placar de 45 a 26. Mais cedo, os brasileiros haviam vencido Porto Rico, nas quartas de final, por 45 a 19. Em seguida, na semifinal, venceram a equipe venezuelana por 42 a 34.

Atletismo

Formada por Gustavo dos Santos, Vitor Hugo dos Santos, Bruno Lins e Aldemir da Silva Junior, a equipe do revezamento 4×100 metros masculino do Brasil conquistou hoje a medalha de prata, com o tempo de 38,68 segundos. Apesar de os canadenses terem cruzado em primeiro lugar a linha de chegada, eles foram desclassificados por terem pisado fora da raia em uma das passadas de bastão. Com isso os Estados Unidos ficaram com o ouro (38,27 segundos). Trinidad e Tobago (38s69) completou o pódio, conquistando a medalha de bronze.

Ainda no atletismo, a brasileira Vanessa Spinola conquistou a medalha de bronze no heptatlo. Ela somou 6.035 pontos. A medalha não garantiu sua participação nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, uma vez que são necessários 6,2 mil pontos.

1º Coluna: Ouro – 2º Coluna: Prata – 3º Coluna: Bronze

1 Estados Unidos 103 81 81 265
2 Canadá 78 69 70 217
3 Brasil 41 40 60 141
4 Cuba 36 27 34 97
5 Colômbia 27 14 31 72
6 México 22 30 43 95
7 Argentina 15 29 31 75
8 Venezuela 8 22 20 50
9 Equador 7 9 16 32
10 Guatemala 6 1 3 10

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Edição: Juliana Andrade Edição final: William Camargo/Folha Paulistana

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A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle rejeitou proposta (PFC 127/13) dos deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) que previa a fiscalização do Programa Bolsa Família em relação à duplicidade de cadastros e à antecipação de pagamentos dos benefícios. Com a rejeição, a proposta foi arquivada.

Os parlamentares autores da proposta apontaram que o objeto de sua preocupação foram os episódios de saques desorganizados de benefícios financeiros do Bolsa Família e boatos acerca do fim do programa, fatos ocorridos entre 17 e 19 de maio de 2013.

O relator na comissão, deputado Toninho Wandscheer (PT-PR), defendeu o arquivamento da proposição. Segundo ele, as investigações da Polícia Federal e do Poder Judiciário não identificaram a origem da boataria nem que existiu uma ação intencional voltada a produzir pânico ou tumulto.

“Diante dessas conclusões da autoridade policial, e da manifestação do Ministério Público pelo arquivamento do processo, proponho a rejeição da proposta”, informou o parlamentar.

Novo cadastro Wandscheer explicou que a situação usual da operação do Bolsa Família é a observância do calendário de pagamentos e que, em março de 2013, foi implantado o novo Cadastro de Informações Sociais.

“Como efeito imediato da implantação da nova regra de unicidade, alguns beneficiários tiveram seus cadastros convertidos, fazendo com que aqueles beneficiários que tivessem mais de um número de inscrição passassem a ter apenas um, prevalecendo o cadastro mais antigo. Entre as medidas adotadas, estavam a flexibilização do calendário de pagamento de maio, durante o período necessário à implantação de solução tecnológica”, justificou o deputado.

Bolsa Família: Câmara arquiva proposta de fiscalização de cadastro do Programa

ÍNTEGRA DA PROPOSTA: PFC-127/2013

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier – Agência Câmara Notícias Edição – Newton Araújo Edição final: William Camargo/Folha Paulistana
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